EAD, para quem???
O texto do filosofo Paulo Ghiraldelli discute a Educação a distancia, com seus pontos negativos e positivos.
Nesse texto aborda-se a crítica feita pelos profissionais da educação presencial. É perceptível também que a elite de nosso país incentiva a educação a distancia para a grande massa da população, mas para seus próprios filhos jamais. Nessa perspectiva notamos, que a maioria das pessoas da nossa sociedade acreditam que a qualidade do ensino é variada entre um curso superior a distancia e um presencial.
De acordo com Paulo Ghiraldelli a elite ainda precisa melhorar muito o ensino básico, as vagas das universidades presenciais devem ser ampliadas, entre outras soluções. Quanto ao curso a distancia esse deve ser visto como um mero apoio e nunca para a graduação de qualquer licenciatura.
O lúdico no mundo da tecnologia
sábado, 5 de setembro de 2015
sexta-feira, 31 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Tecnologia atual
Com relação aos TIC sua própria designação indica o seu pertencimento a
áreas não-educacionais, no sentido de que são produzidas no contexto de
relações sociais, com finalidades distintas.
O contexto mundial atual tem características na articulação do discurso
da GLOBALIZAÇÃO ao da “sociedade da informação/conhecimento” ao mesmo tempo em
que são mantidos os imperativos capitalistas.
A recontextualização que a política educacional brasileira em geral e a
UAB em particular tem feito das recomendações e condicionalidades estabelecidas
para os países do Sul, no que tange à incorporação educacional das TIC.
Com base no movimento aparentemente contraditório de expansão e redução
no encaminhamento das questões relacionadas.
Existe a suposição de que as TIC sejam “a solução” para todos os
problemas, mas por outro lado seu uso intensivo está inscrito em estratégias de
Educação a Distancia, em especial para a formação de professores.
A palavra “tecnologias” tende a soar como uma espécie de chave mestra
capaz de abrir todos os caminhos e portas. Segundo Kellner “as TIC têm
sustentado mudanças importantes nas praticas sociais, passando pelas formas de
comunicação, sem desconsiderar as suas continuidades em relação às praticas
anteriores.
Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais
favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são
vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além
disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento –
aprendizagem - comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais
especiais.
TUTOR: NOVO
ELO NA CADEIA.
A tutoria constitui uma ferramenta particularmente importante. É impar
no sentido de inserir um componente pessoal, humanizado com isto o processo de
aprendizagem em educação a distancia.
O tutor é um desdobramento previsível do processo de esvaziamento da
formação e do trabalho docente, não podendo ser desvinculado da aposta centrada
nos materiais ditos “auto-instrucionais”.
EAD: MODOS
DE OBJETIVAÇÃO
As TICs representam ainda um avanço na educação a distância. Com a
criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de
se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores
tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre
outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, a
gestão do próprio conhecimento depende da infra-estrutura e da vontade de cada
indivíduo.
As TIC são pensadas para a EAD, é importante dimensionar dois
encaminhamentos para o referido tema do EAD:
1° Como modalidade de ensino.
O mesmo não envolve necessariamente discussões substantivas. Pois a EAD
tende a ser considerada em relação ao ensino presencial, com ênfase posta na
dimensão Operacional.
2° Como estratégia de formação.
Envolve o principio de que a EaD configura opções assumidas no conjunto
das políticas educacionais, com ênfase nos pressupostos e implícitos, no
horizonte dos sentidos que lhe são atribuídos no tempo e no espaço.
TIC para
quê?
Podemos
sistematizar os encaminhamentos produzidos a partir dos três pontos de entrada:
-Recontextualização;
-Expansão-redução;
-tutoria;
‘As TICs também estão no ambiente escolar, auxiliando os professores em
suas práticas pedagógicas. Computadores, internet, softwares, jogos
eletrônicos, celulares:ferramentas comuns ao dia a dia da chamada”geração
digital e as crianças já as dominam como se fossem velhas conhecidas. O ritmo
acelerado das inovações tecnológicas,assimiladas tão rapidamente pelos alunos,
exige que a ducação também acelere o passo, tornando o ensino mais criativo,
estimulando o interesse pela aprendizagem.O que se percebe hoje é que a própria
tecnologia pode ser uma ferramenta eficaz para o alcance desse objetivo.
Entendendo a escola como um espaço de criação de cultura, esta deve incorporar
os produtos culturais e as práticas sociais mais avançadas da sociedade em que
nos encontramos.Espera-se,assim, da escola uma importante contribuição no
sentido de ajudar as crianças e os jovens a viver em um ambiente cada vez mais
“automatizado”, através do uso da eletrônica e das telecomunicações
A grande produção em serie de professores é pensada como um resultado
do acesso ás TIC, considerando os materiais de ensino veiculados através delas.
Na medida em que é configurada uma política nacional de formação de professores
a distância, não apenas modalidades de ensino são postas em jogo, mas são promovidas
por cisão radical.
A recontextualização das TIC na política nacional de formação de
professores a distância tem sido produzidas pela negação das condições
históricas da formação e do trabalho docente sustentando e sendo sustentada
pelo discurso de “falta” e pela proposta de preenchimento através de um
conjunto notório de novidades.
A política nacional de formação de professores a distância até pode
sugerir movimentos de aproximação centrados na sua fragilidade, as condições de
sua produção assumida apontam no sentido oposto, trazendo para o centro da
discussão as implicações deste projeto que leva ao limite a substituição
tecnológica e atinge a institucional.
A tecnologia é a característica primordial da modernidade, sempre a ela foi
depositado a crença de dias e condições de vidas melhores. Fato esse que
possibilita os instrumentos tecnológicos adentrarem a cada dia de forma mais
contundente em nosso cotidiano. Permeado neste escopo, percebemos a lógica da
tecnologia avançando sobre as práticas lúdicas. Se num primeiro momento tivemos
o domínio dos jogos eletrônicos como mostra desta investida, hoje a tamanha
dinamicidade da evolução tecnológica já nos remete a um novo estágio da
modernidade, e assim, temos em voga a virtualização crescente do lúdico.
Contudo, o que nos chama atenção são os determinantes e
condicionamentos presentes no jogo virtual. A representação fidedigna da realidade,
o enclausuramento social, o encerramento da criação, a definição e limitação de
ações conduzem o jogo virtual para o fechamento das possibilidades formativas do
lúdico. O brinquedo virtual age na sensação imediata de impressionar ao mesmo
tempo em que se “aprisiona” os sentidos, afasta a necessidade do contato e
convívio social, e principalmente, influencia na delimitação tempo-espaço, tão
necessários para a reflexão histórica e conceitual que faz daquele que brinca o
sujeito da brincadeira.
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