sexta-feira, 10 de julho de 2015
A tecnologia é a característica primordial da modernidade, sempre a ela foi
depositado a crença de dias e condições de vidas melhores. Fato esse que
possibilita os instrumentos tecnológicos adentrarem a cada dia de forma mais
contundente em nosso cotidiano. Permeado neste escopo, percebemos a lógica da
tecnologia avançando sobre as práticas lúdicas. Se num primeiro momento tivemos
o domínio dos jogos eletrônicos como mostra desta investida, hoje a tamanha
dinamicidade da evolução tecnológica já nos remete a um novo estágio da
modernidade, e assim, temos em voga a virtualização crescente do lúdico.
Contudo, o que nos chama atenção são os determinantes e
condicionamentos presentes no jogo virtual. A representação fidedigna da realidade,
o enclausuramento social, o encerramento da criação, a definição e limitação de
ações conduzem o jogo virtual para o fechamento das possibilidades formativas do
lúdico. O brinquedo virtual age na sensação imediata de impressionar ao mesmo
tempo em que se “aprisiona” os sentidos, afasta a necessidade do contato e
convívio social, e principalmente, influencia na delimitação tempo-espaço, tão
necessários para a reflexão histórica e conceitual que faz daquele que brinca o
sujeito da brincadeira.
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